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Iniciativa premiada pela ONU leva atividade física para moradores de Mina

Enviado por Quinta, abril 06 @ 08:00:00 BRT por admin

posentados praticam exercícios físicos em Rio Claro, em fevereiro de 2017. Foto: Na Lata
Dona Benedita, que há anos vive com diabetes, colesterol alto e hipertensão, descobriu na prática que prevenir é melhor do que remediar. Bastou começar a praticar atividades físicas de forma regular para ver o número de comprimidos que ingere diariamente cair de 12 para seis.

Sua colega, Lourdes de Fátima, também teve problemas de saúde. Em 2015, teve uma parada respiratória e chegou a ficar em coma. “Sempre fui sedentária, sou artesã, trabalho 12 horas por dia sentada. Agora faço ginástica aqui no posto, melhorei a disposição, até minha cor mudou”, lembra.Juntas, as duas idosas descobriram que a Unidade Básica de Saúde – ou o posto de saúde, como é popularmente conhecida – podia ter um novo significado: o local deixou de ser um lugar vinculado comumente a doenças e tratamentos para se transformar num espaço de convivência e lazer.Essa é a proposta do Programa Promoção de Atividades Físicas em Unidades Básicas de Saúde (PAF-UBS), um projeto de extensão do curso de Educação Física da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Rio Claro e do curso de Educação Física do Campus Muzambinho do Instituto Federal Sul de Minas Gerais.As duas faculdades oferecem sessões de exercícios regulares e gratuitas nas UBS. A iniciativa foi anunciada em dezembro do ano passado como uma das três vencedoras do Prêmio Mais Movimento, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para conscientizar a sociedade brasileira sobre a importância da prática de atividade física.O Programa, explica Eduardo Kokubun, vice-reitor da UNESP, foi criado em 2001 a partir da solicitação da gerente de uma UBS em Rio Claro. A gestora queria o apoio da universidade para realizar palestras educativas no local.“Notamos que havia muitas mulheres idosas obesas, porém dispostas a praticar atividades físicas. Como a UBS não tinha como fazer exames diagnósticos, pensamos em uma estratégia de fazer exercícios simples, que parecessem atividades do dia a dia, ali mesmo”, conta o dirigente da instituição de ensino.A iniciativa foi pioneira nesse tipo de intervenção nas UBS, sendo implementada antes mesmo da prática de atividades corporais ser incluída na Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), em 2006, e da inserção do profissional de Educação Física no contexto da Atenção Básica da Saúde, em 2008.Nos centros de atendimento básico, está o público que mais precisa de cuidados preventivos e, ao mesmo tempo, o que menos pratica atividades físicas: pessoas com nível socioeconômico baixo, sobretudo mulheres idosas.As aulas — conduzidas por profissionais e estudantes de Educação Física ligados a universidades ou contratados pelo município — ocorrem duas vezes na semana e têm duração de 60 minutos cada uma, englobando atividades de coordenação, agilidade, força muscular, resistência cardiovascular e equilíbrio. Também são feitos exercícios de integração e palestras de saúde preventiva.As despesas do programa são financiadas pelas prefeituras locais e agências de fomento à pesquisa, além de apoios pontuais de empresas locais e da própria comunidade nos eventos.De um lado, o programa prima pela simplicidade: as aulas acontecem em estacionamentos, jardins ou garagens das UBS ou locais vizinhos, sem equipamentos sofisticados. São utilizados bambolês, garras PET com areia e até meias, por exemplo. Do outro, o PNUD e os parceiros lembram que todas as ações têm forte base científica e são fundamentadas por pesquisas acadêmicas, além dos esforços discussão de casos, planos de aula e experiências no laboratório das universidades.A agência da ONU afirma ainda que a iniciativa é calcada em um trabalho multiprofissional, que mobiliza professores de educação física, médicos, enfermeiros, nutricionistas e agentes de saúde ligados a cada posto. Todos trabalham em contato direto uns com os outros e com a população.Com a iniciativa, gestores e pesquisadores buscam ampliar o acesso à atividade física ao resolver três obstáculos: falta de tempo, dinheiro e acesso logístico. O único critério de seleção para a participação é ter avaliação clínica aprovada por profissionais da própria unidade de saúde.Atualmente, são cerca de 460 participantes em 18 UBS – cinco no município de Muzambinho, em Minas, para onde o programa foi ampliado após os resultados positivos em Rio Claro, no estado de São Paulo.Os benefícios vão muito além da já cientificamente comprovada melhora dos índices lipídico e glicêmico e do peso corporal dos participantes. A interação entre as pessoas, bem como o envolvimento dos alunos e professores na resolução de problemas da comunidade também estão entre as conquistas do projeto.“Aqui, conheci várias senhoras do bairro, já vendi dois jogos de tapete de banheiro, e um deles vai até para Portugal! Já fizemos uma feijoada com mutirão para pintar o posto de saúde. A gente participa dos conselhos de saúde e briga se tentarem parar com as aulas”, conta a artesã Maria.Premiação do PNUDPor se tratar de um modelo exemplar de promoção da prática regular da atividade física, o PAF-UBS foi escolhido uma das três iniciativas vencedoras do Prêmio Mais Movimento, do PNUD, concorrendo com mais de 140 projetos de todo o Brasil.“Hoje, deparamo-nos com uma epidemia de inatividade física, no Brasil e no mundo. A população fisicamente ativa vem decaindo ano após ano. Precisamos acabar com esse ciclo. Uma das formas de tornar o Brasil mais ativo é incorporar o movimento ao dia a dia dos brasileiros, de forma criativa e prazerosa. Com isso, não melhoramos somente a capacidade física da população, mas também suas habilidades intelectuais, sociais e emocionais”, afirma o coordenador-residente do Sistema das Nações Unidas no Brasil e representante-residente do PNUD para o país, Niky Fabiancic.Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 30% da população é fisicamente ativa. Entre os que fazem algum tipo de atividade, uma porcentagem muito pequena — de 2% a 5% — faze exercício com a frequência ideal — 30 minutos diários.No Brasil, cerca de 300 mil pessoas morrem por ano de doenças associadas diretamente à inatividade física. No mundo, esse número chega a 5,3 milhões de óbitos por ano.De acordo com o Diagnóstico Nacional do Esporte de 2015, estudo desenvolvido pelo Ministério do Esporte, o percentual de brasileiros envolvidos com esportes ou atividades físicas é de apenas 55%. No conjunto das capitais brasileiras, segundo o relatório Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônica por Inquérito Telefônico (VIGITEL) de 2014, a prática de 150 minutos de atividade física por semana é realizada por 41,6% dos homens e 30,4% das mulheres.
fointe https://nacoesunidas.org/iniciativa-premiada-pela-onu-leva-atividade-fisica-para-moradores-de-minas-gerais-e-sao-paulo/

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